Compartir


delicious  meneame
Publicidad
Publicidad
OPINIÃO:- Decide-se pela carreira de bandarilheiro.

Montoya trocou o oiro pela prata

Pedro Marques
29/01/2012 23:45
Vota
Resultados
1 Votos 

 

    Gonçalo Montoya trocou o oiro pela prata. Consciente das dificuldades que iria encontrar para meter cabeça nos poucos festejos mistos que se dão no nosso país e de que por Espanha, os festejos menores são cada vez menos e mais inacessíveis, seguiu o exemplo de um bom número de matadores de toiros e novilhos.


    A lista é enorme mas vêm-me à memória os casos de Júlio Pérez «El Vito», Luís González, Andrés Luque Gago, Rafael Torres, El Mangui, El Boni ou os portugueses João Fera e Nuno Manuel Velásquez, que na primeira temporada como bandarilheiro, actuou num número elevadíssimo de festejos, ao lado de José Manuel Duarte e do maestro Vitor Mendes.


    A decisão do novilheiro escalabitano foi pessoal e, seguramente, difícil de tomar. Seria uma ousadia ou mesmo um atrevimento da minha parte questioná-la, mas estou ciente de que marcará a diferença, não só pelos ensinamentos que absorveu de nomes tão sonantes como Vitor Mendes, Pepe Luis Vázquez ou Tito de San Bernardo, mas também porque se sente toureiro.


   Hoje em dia, dá lástima ver alguns dos nossos «bandarilheiros» ou «subalternos» com esses capotes de passeio mal liados e pregados de nódoas, a seda do terno manchada de suor de várias tardes e as monteras ressequidas pelo sol e pela pouca atenção dispensada ao mítico adereço. Alguns entendem mesmo que vestir-se de luces é sinónimo de fardar-se. Quanto à atitude na cara do toiro é preferível nem comentar e não porque não tenham referências. Temos no nosso país um bom número de verdadeiros profissionais de prata, mas afinal, como pode um tratador de cavalos ou moço de quadra, de um Inverno para outro, comprar um terno de seda, que normalmente, nem sequer lhe está ajustado, e passear-se pelas arenas exercendo de subalterno?


   Falta-lhes escola, cultura taurina, vergonha toureira, mas acima de tudo, verdadeiro conhecimento da nova profissão. É impossível que se sintam toureiros, quando têm de tal forma mecanizada a sua actuação, que no fundo, se resume a um «dou-lhe muito ou dou-lhe pouco».


   Por outro lado os que se fixaram nas referências, nos toureiros antigos, ou que viveram em ambientes taurinos, acabam por marcar a diferença, ainda que muitas vezes não se lhes dê o devido valor.


   Acredito que os que abandonaram o chaleco de oiro, sintam, muitas vezes, vontade de parar os pés e lancear à Verónica mas como são bons profissionais, flexionam o joelho, embarcam a investida adiante, sem incomodar demasiado o inimigo e jogando os braços, num só capotazo, deixam-no colocado, ao mesmo tempo que lhe aumentam a longitude do recorrido.

Publicidad

Participa.

introducir este texto en la contenedor de la izquierda
Normas de uso

Esta es la opinión de los internautas, no de Burladero.com

No está permitido verter comentarios contrarios peyorativos o injuriantes.

Reservado el derecho a eliminar los comentarios que consideremos fuera de tema

Publicidad
ACTUALIDAD burladero.com
Publicidad